sábado, 21 de julho de 2018

Após oito meses em vigor, Reforma Trabalhista é tema de curso na Ascap

Curso: A Nova Legislação Trabalhista - Ascap


A Associação Empresarial de Santa Cruz do Capibaribe (Ascap) realizou, de 17 a 20 de julho, a palestra ‘A Nova Legislação Trabalhista e os impactos nas empresas’, ministrado pelo consultor e advogado Marcos Pereira.

Consultor Marcos Pereira
“Há muito tempo se falava da flexibilização na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ano passado, resolveram aprovar as alterações para atender à modernidade, ou seja, é preciso avançar para concorrer com as empresas de primeiro mundo”, pontua o consultor Marcos.

Marcos também destacou os pontos que o curso vai apresentar. “Nesse curso, o participante vai entender essas novas mudanças de forma moderna. Minha maior preocupação é fazer uma transformação, ou seja, é preciso avançar em direção à modernidade, trabalhar de forma mais digital e atualizada. Então isso é o que eu quero passar, essa visão de mudança. O empresário precisa quebrar paradigmas. Tenho certeza que o aproveitamento será muito bom”, disse.

Biomédica Patricia Braga

Para a associada Ascap, Patrícia Braga (laboratório Patrícia Braga), o curso ajudou a compreender melhor essas mudanças na nova legislação. “Com essa nova mudança, vai facilitar para ambos, ou seja, contratante e contratado. Assim, com a nova alteração na lei, deu uma visão mais ampla em relação aos contratos, seja na flexibilização do horário que eu não sabia como coordenar, nas faltas e nas férias. Com esse curso, meu entendimento sobre o assunto já mudou bastante. A meu ver, mesmo que a gente tenha um contador é importante buscar se atualizar para o crescimento pessoal e profissional”, falou.

Empresário Breno
“Com a nova CLT tudo será mais moderno. Ela veio para regulamentar regimes de horas, e isso traz uma maior segurança para o empresário e o colaborador. Na minha empresa, um ponto que ajudou bastante foi poder dividir as férias em três vezes, uma maior flexibilidade nos contratos de trabalho, ajudando, principalmente nos períodos de baixas vendas. O curso da Ascap está nos orientando melhor na organização e importância na regulamentação das leis e serviços prestados, para posteriormente não sermos surpreendidos por irregularidades”, destaca o empresário Breno Nery Maia.

A Lei 13.467, de 13 de julho de 2017, que passou a vigorar a partir de 11 de novembro de 2017, chamada popularmente como “Reforma Trabalhista”, completou oito meses de vigência, com algumas certezas e muitas incertezas jurídicas. Para esclarecer melhor essas dúvidas, a Ascap trouxe essa capacitação ao público participante formado por empresários, contadores, advogados, biomédico, gerentes e confeccionistas.


Entrega de certificados aos participantes do curso Ascap

Seja um associado Ascap! Cursos, palestras, feiras de negócios, consultorias, além de outros benefícios. Para mais informações, ligue: (81) 3731- 2818 ou WhatsApp: (81) 9 9371-0433.

Fotos e texto: Lima Junior

Contato: Limajrnunes@gmail.com


quarta-feira, 11 de julho de 2018

Palestra na Ascap ensina como ter postura nos negócios para atender bem o cliente

Associação Empresarial de Santa Cruz do Capibaribe - Ascap


“Postura, expressão corporal e o olhar diz muito a seu respeito nos negócios”, pontuou a psicóloga comportamental e ministrante da palestra: A comunicação não verbal nas vendas, a arte de decifrar a linguagem corporal nos negócios, realizada pela Associação Empresarial de Santa Cruz do Capibaribe (Ascap), nessa terça-feira (10).

Com a finalidade de melhorar a postura dos participantes nos negócios, a palestra trouxe pontos crucias para cativar e fidelizar o cliente. São eles: olhar confiante, simpatia, seguro e em bom tom de voz, a forma como chegar ao comprador, foram técnicas ensinadas para que o cliente volte a comprar.

Palestrante Willa
“Na palestra, abordamos um conhecimento diferenciado. Cientificamente falando, a palavra comunicação corresponde apenas 7% daquilo que nós transparecemos. Todo o restante vem por consequência, que são os gestos e expressões faciais, ou seja, a conhecida comunicação não verbal. O domínio desse conhecimento é justamente o diferencial para o profissional no quesito de saber que a postura, a forma e expressão como lidar com uma pessoa pode estar a influenciar positiva ou negativamente. É preciso ter essa relação diferenciada com o cliente, não basta ter uma bonita loja e uma grande equipe para seu negócio vender bem. No curso de hoje, os participantes aprimoraram alguns pontos essenciais para melhor vender seu produto”, afirmou a psicóloga Willa.

Empresária Andreia
Para a empresária e associada Ascap, Andreia Cristina Barbosa, da Bella Mardu, o curso foi muito importante no aperfeiçoamento de sua equipe de colaboradores. “Um ótimo curso que serve tanto para o colaborador como para o empresário. Com esta palestra, percebi a importância de sempre buscar a capacitação e o aprimoramento nos negócios, em buscar a constante inovação. Por isso que busquei a associação Ascap, porque aqui encontrei as informações necessárias para melhor gerenciar nossa empresa. Tenho certeza que minha equipe vai evoluir bastante com essas dicas, ou seja, aprendemos como nos comportar quando o cliente chega para comprar. Não me vejo sem esse suporte do associativismo”, salientou.

Referência no associativismo com credibilidade e força, a Ascap promove o desenvolvimento da região. A associação está em novo endereço, na Av. José Francisco de Queiroz, 614, Nova Santa Cruz. Para mais informações, ligue: (81) 3731- 2818 ou WhatsApp: (81) 9 9371-0433.


Participantes da palestra - Ascap

segunda-feira, 9 de julho de 2018


Indústria está pouco preparada para a Revolução Digital


Estudo da consultoria IDC avalia que os segmentos de manufatura, incluindo o têxtil, e o de comércio, abrangendo o varejo, têm um longo caminho a percorrer na área de automação

Empresas brasileiras das áreas de indústria, comércio, finanças e serviços estão pouco preparadas para a transformação digital. Uma pesquisa realizada pela consultoria IDC com o patrocínio da Dell EMC e da Intel, chamada de Indicador de Transformação da TI, concluiu que, em uma escala de 0 a 100, as companhias instaladas no Brasil atingiram a média de 43,7 pontos, mostrando que têm um longo caminho a percorrer até que o ambiente tecnológico esteja completamente preparado para suportar as demandas por digitalização. O segmento de Comércio teve nota 40,1, que abrange o varejo; Finanças 45,2; Manufatura 44, incluindo a indústria têxtil, e Serviços, que teve nota 43.


O estudo entrevistou 250 profissionais responsáveis pela decisão de compra da infraestrutura de tecnologia da informação (TI) de empresas privadas com mais de 250 funcionários. A análise, realizada no segundo semestre de 2017, avaliou três grandes indicadores essenciais para a maturidade dos ambientes tecnológicos para suportar a transformação digital dos negócios: Processos Internos e Cultura, Automação de Processos e Modernização da Infraestrutura.

De acordo com o estudo, a Automação de Processos foi o tema com os mais baixos resultados (média de 33,9 pontos) entre os indicadores. Em seguida estão a Modernização da Infraestrutura (com 42 pontos) e os Processos Internos e Cultura (com 55,2 pontos).

INOVAÇÃO A PASSOS LENTOS

Para suportar a digitalização dos negócios são necessárias infraestruturas flexíveis e escaláveis, com processos automatizados, explica Marcelo Medeiros, vice-presidente da divisão de Soluções Computacionais e de Redes da Dell EMC durante a apresentação da pesquisa no último dia 1º, em São Paulo. O estudo mostra que a virtualização tem sido o principal ponto avaliado pelos gestores da infraestrutura de TI para automação e gestão dos ambientes, e para ter mais flexibilidade de modo a atender novas demandas. 

Os servidores têm sido um dos recursos mais virtualizados pelas empresas, com 67% dos entrevistados indicando que apresentam de 51% a 100% do processamento em máquinas virtuais. Em contrapartida, os equipamentos de rede aparecem como um dos recursos menos virtualizados, com mais da metade dos entrevistados não utilizando esse ambiente.

Apesar de o estudo demonstrar que Processos Internos e Cultura são o tema mais bem posicionado pelas organizações para suportar a transformação digital, apenas 19% dos entrevistados afirmam realizar a análise de ROI (retorno sobre investimento) de 100% dos projetos de TI, mostrando a dificuldade enfrentada de comprovar resultados para as áreas de negócio.

Ainda de acordo com o levantamento, mais de 47% das empresas investem acima de 60% dos orçamentos de TI no legado e menos de 40% em iniciativas de transformação ou associadas à inovação. Segundo Pietro Delai, gerente de pesquisa e consultoria da IDC, o estudo trouxe uma visão interessante dos próprios gestores de TI, que se sentem melhor avaliados pelas áreas de negócio quando investem mais em inovação que no legado.

Fonte: GBL Jeans

Febratex 2018 traz oportunidade de realizar bons negócios com auxílio de profissionais especialistas

A maior feira para a indústria têxtil das Américas reunirá em Blumenau (SC) mais de 3 mil marcas expositoras e visitantes de todo o continente em busca de novidades para o setor. Consultora em comércio exterior, Erica D. Reinert, dá dicas de como fazer a melhor compra.


Durante os quatro dias de realização da Febratex, a expectativa é que em média 90 mil compradores e visitantes, do Brasil e do exterior, passem por Blumenau (SC), entre 21 e 24 de agosto. A feira dará a oportunidade de conferir os principais lançamentos, novas tecnologias, produtos e serviços voltados ao setor têxtil. Além da possibilidade de realizar negócios com as mais de 3 mil marcas apresentadas pelas empresas expositoras nacionais e internacionais, quem vier para o evento precisa estar atento a detalhes que envolvam esse tipo de aquisição e venda. O comércio exterior, com as questões relacionadas a importação e exportação, é um deles.

Para a consultora em comércio exterior e diretora da UP Comex, Erica D. Reinert, ter o apoio de um especialista na hora de fechar um acordo é indispensável. “Contar com o auxílio de pessoas capacitadas faz toda a diferença no momento da transação e importação de máquinas”, diz. A executiva indica que, durante a feira, quem pretende fechar negócios conte com a expertise de profissionais do segmento para evitar qualquer problema já no momento da compra.

Já no momento no fechamento do contrato, são definidas questões técnicas que podem impactar no sucesso ou não da operação. Segundo Erica, a análise sobre os custos do frete, o câmbio e as condições de pagamento, por exemplo se tornam mais assertivas quando quem está negociando conta com o apoio profissional. "Estamos bastante envolvidos com este segmento, até mesmo por estarmos em um dos principais polos têxteis e de confecção do Brasil. Por isso, temos ferramentas e expertise que nos permitem prestar um suporte adequado", comenta.

A agenda da UP Comex para acompanhamento e análises de negócios durante a Febratex está aberta.

Sobre a UP Comex 

Fundada em dezembro de 2015 em Blumenau (SC), a UP Comex é o resultado de mais de 20 anos de experiência em comércio exterior e mercado financeiro dos seus sócios. O grande diferencial do negócio é trazer dinamismo e agilidade para os clientes, através de uma equipe multidisciplinar que trabalha com o setor de cada cliente de maneira customizada. Mais informações em:www.upcomex.net.

Fonte: Up Comex

terça-feira, 26 de junho de 2018

Projeto Empreendedores em Ação auxilia empresários lidar com mercado competitivo

Partilha entre empresários participantes do projeto

A troca de experiência em um mercado cada vez mais competitivo, faz com que empresários de vários setores, reúnam-se todas às terças-feiras, às 19h, na Associação Empresarial de Santa Cruz do Capibaribe (Ascap), para compartilharem meios e formas de como fazer suas empresas crescerem e gerar lucro. Assim é o Projeto Empreendedores em Ação, tendo à frente o consultor de empreendedorismo Diego Moura.

Consultor Diego

“A reunião é dividida em três partes. A primeira, de conhecimento específico, de interesse da empresa; na segunda, temos o momento de troca de experiência entre os empresários; e a terceira, que acontece a dinâmica construtiva dentro do assunto debatido naquele dia, ou seja, é o momento de descontração para os participantes. Através do projeto, buscamos melhorias, qualificação e experiência para se sobressair nas dificuldades encontradas diariamente”, explicou o consultor Diego.



Empresária Ajosiene
A empresária Ajosiene Mª Ramos de Lima, da Ramos Lavanderia, destacou o diferencial após participar do projeto. “O empreender para nossa empresa, foi um divisor. Quando começamos a prestar serviços em Santa Cruz, tivemos uma certa dificuldade em como melhor gerenciar nosso negócio. Pela Ascap, tivemos conhecimento do projeto. Assim, com a partilha dos demais participantes, nossa visão de empreendedor mudou e através dos encontros passamos a buscar outras fontes de conhecimento que nos deram um melhor suporte. Os resultados são extraordinários. Melhorou nossa comunicação com o cliente, apresentação do produto e, posteriormente, da própria empresa”, confirmou.

Empresário Alexandro
“As mudanças para nossa empresa a partir do momento que começamos a participar dos encontros foram incríveis. Vários setores que eram deficientes, passaram a ter outra visão de mercado. A cada reunião, saímos com outra bagagem, é um núcleo com experiência na prática. Participo há mais de um ano, e quero dizer que minha empresa cresceu, deixo aqui meu convite para que busquem a associação, procurem o projeto, com certeza o empresariado só tem a ganhar”, acrescentou o empresário Alexandro Ferreira Santos, Kalewi Jeans.

Composto por profissionais dos setores confeccionistas, da área de estética, vendedores e donos de lojas de tecidos, empresários de lavanderias ou pets, e cortadores, o Projeto Empreendedores em Ação é realizado pela Ascap. Para participar deste projeto ou até mesmo obter informações de como se tornar um associado, entre em contato pelos telefones: (81) 3731-2818 ou WhatsApp: (81) 9 9371-0433.

Participantes do Projeto Empreendedores em Ação





Atenção!


segunda-feira, 25 de junho de 2018

O que muda na moda quando pessoas negras conseguem chegar ao poder?

Virgil Abloh com sua coleção para a NikeLab (NIKELAB/Reprodução)


O número de profissionais negros em cargos executivos na moda ainda é baixo. E isso precisa mudar.

O estilista norte-americano Virgil Abloh, 38 anos, fundador da marca Off-White, foi anunciado com novo diretor artístico da linha masculina da Louis Vuitton e acaba de desfilar sua primeira coleção para a label. Abloh é o primeiro profissional negro a ocupar esse cargo na marca e um dos dois únicos designers negros numa posição de c O outro nome é do francês Olivier Rousteing, 32, há nove anos na Balmain. Antes deles, na história, apenas o britânico Ozwald Boateng foi um designer negro num cargo executivo de uma marca de luxo tradicional, enquanto trabalhava para o masculino da Givenchy, entre 2003 e 2007.

“Virgil e Olivier passam a representar não apenas, mas também uma parcela de pessoas negras que consome marcas como essas”, comenta o estilista Isaac Silva. “Isso pode se refletir em outras casas, mas nós precisamos entender que existe um longo caminho. Trata-se de um racismo estrutural. A moda, apesar de um mercado de muitos setores, ainda é em sua maioria branca”, continua.
De Chicago e formado em engenharia e arquitetura, Virgil Abloh virou DJ e stylist e se destacou no circuito fashion depois de trabalhar por 14 anos como diretor artístico do rapper Kanye West. Ambos, inclusive, fizeram estágios juntos na Fendi no ano de 2009. E sem receber nada.

Abloh ainda foi recentemente ranqueado pela revista Time com um dos 100 nomes mais influentes do mundo.  Não há dúvida de que a sua contratação na Louis Vuitton está diretamente associada à sua expertise como designer e o impacto que ele tem no mundo da moda atualmente, mas a sua presença nesse lugar ganha também outros sentidos.

Kanye West e suas criações (Retrato: Getty Images / Yeezy/Divulgação)

“Uma das maiores formas de militância é mostrar que você está num cargo como esse por seu conhecimento”, avalia a stylist Suyane Ynaya, que também faz parte do coletivo criativo MOOC. “Existem muitos talentos como Virgil , mas eles, se forem negros, demoram metade de sua vida para serem descobertos. Quando um de nós ocupa um espaço como esse, existe um sentimento de que as coisas podem mudar”, ela analisa.

 
Por Gabriel Monteiro 

Fonte: Ellen



A transformação digital é ferramenta para a sustentabilidade da moda


Em palestra no segundo dia do BR Week 2018, Thomas Tochtermann, especialista em fast fashion, explicou por que a indústria fashion precisa mudar agora.


A indústria fashion fatura em torno de 1,5 trilhão de Euros no mundo, emprega mais de 60 milhões de pessoas e é uma das mais importantes do mundo. Esse tamanho todo, contudo, pressiona os recursos do planeta, de água a energia, e gera um rastro de poluição ao longo da sua cadeia produtiva. Para ela se manter relevante, a indústria de fast fashion preciso mudar, afirmou Thomas Tochtermann, presidente do Conselho da Tom Tailor Holding e Chairman na Danish Fashion Institute, durante o segundo dia do BR Week, um dos mais importantes congressos de varejo do País.

“A indústria fashion é uma rede complexa de produção: temos empresas que produzem e vendem a matéria-prima, empresas que produzem as peças, empresas que vendem o produto final. E essa complexidade é um dos desafios que a gente enfrenta”, afirmou o especialista durante o evento.

Uma visão mais positiva

É possível uma indústria desse porte se tornar mais sustentável e, por consequência, não gerar tantos impactos negativos para o planeta? Segundo o especialista, já se observa um avanço nesta questão. “Para entender onde estamos, precisamos nos basear em dados”, afirmou. Um estudo, baseado no Hiig Index, que mensura a sustentabilidade na indústria de moda e que consegue cobrir metade da indústria, mostra que a preocupação com o tema já saiu do papel.

Em 2018, em uma escala de sustentabilidade que vai de zero a 100%, a indústria de moda registrou uma média de 38% – ou seja, ela ainda tem potencial para ser ainda mais sustentável, considerando todas as soluções que temos hoje. “Essa média não é impressionante, mais nos mostra quais empresas estão fazendo alguma coisa e o que elas entregam”, afirmou.

Em relação a 2017, quando a média era 32%, o dado também mostra um avanço. “Mas ainda não é suficiente”, disse. Considerando o porte das empresas, aquelas que performam bem no index apresentam uma média de 63%. Aquelas que estão na média do índex apresentam uma pontuação de 22% a 32% no índice. Já aquelas que estão na base apresentaram uma performance média de apenas 11% em 2018.

Em relação a 2017, o maior crescimento no índice foi com as médias empresas. Essas melhorias, explicou o especialista, aconteceram no início e no fim da cadeia de valor, do design dos materiais ao uso final deles. “Hoje, sabemos que existe uma pesquisa intensa de materiais mais sustentáveis”, afirmou o especialista.

Outro recorte dos dados é quando olhamos para os diferentes tipos de empresas de moda. “As maiores empresas investem mais em termos de inovação em sustentabilidade. Isso é uma boa notícia: as grandes investem mais”, afirmou. A má notícia é que metade da indústria de moda, ao menos, é formada por pequenas empresas. Outra boa notícia é que 90% das companhias de fashion têm metas sustentáveis e para 50% delas, esses targets guiam decisões.

Segundo Tochtermann, quando se fala em sustentabilidade, os CEOs questionam os custos. “Eles sempre dizem que sustentabilidade é bom, mas custa dinheiro, é mais caro para o consumidor que, ao fim, tem e pagar a conta. Contudo, o investimento em sustentabilidade aumenta a eficiência da cadeia entre 40% e 80%”, explicou.

Agenda sustentável 2018

O que fazer, então, para a indústria de moda ser mais sustentável. Tochtermann afirma que há uma agenda para os CEOs em torno do tema. “É uma agenda que está definida, mas é complexa, porque são necessárias mudanças sociais, de negócios, mas as soluções já existem e essa é a boa notícia”, afirmou o especialista.

“Se você está na indústria fashion, precisa entender o impacto que a sua cadeia de valor gera”, disse. “Temos de pensar mais no começo, no desenvolvimento dos produtos, o que acontece com eles no final, quando são descartados”, disse.

Transformação digital

O que a transformação digital tem a ver com tudo isso? Há muita conexão entre o digital e a sustentabilidade e a indústria precisa fazer essa grande mudança para ser mais sustentável, segundo o especialista. Segundo ele, em 2020, a maior parte da manufatura será formada por robôs.

“A transformação digital é um trigger para a indústria e isso inclui a performance da companhia. Quando as empresas são mais produtividade, elas geram um impacto menor”, disse. Segundo ele, a aplicação do digital pode reduzir em 48% o tempo que um item leva para passar por toda a cadeia – com essa redução, produz-se apenas aquilo que de fato é demanda e há menos desperdício. “A transformação digital nos ajuda a fazer mudanças profundas na indústria, porque mudanças incrementais não são mais suficientes. Mas vale o investimento”, afirmou.

Fonte: Portal no Varejo


Febratex – Feira Brasileira para a Indústria Têxtil



quarta-feira, 20 de junho de 2018

‘O Poder da Ação’ é ministrado pelo master coach Aroldo Ferreira na Ascap



“Tem poder quem age! Tem mais poder ainda quem age certo”, disse o master coach e psicólogo, Aroldo Ferreira, que ministrou o curso ‘O Poder da Ação’, nessa terça (18) e quarta (19), na Associação Empresarial de Santa Cruz do Capibaribe (Ascap).

Fundamentado no livro ‘O Poder da Ação’, do PhD Paulo Vieira, o curso abordou temas como controle emocional, positividade e, consequentemente, o sucesso profissional. Participaram empresários, colaboradores e profissionais autônomos e liberais.

Aroldo Ferreira

Para Aroldo, o sucesso pessoal depende de vários fatores, principalmente do equilíbrio e controle emocional. “Por meio de cursos e palestras, é possível encontrar meios que possibilitam o domínio da inteligência emocional. Utilizei hoje, como base, o livro de Paulo Vieira, que nos apresenta formas de possuir uma vida extraordinária. Assim, os treinamentos de inteligência emocional buscam auxiliar o participante no crescimento e sucesso pessoal. É um curso que possibilita várias faixas etárias participarem. O mais gratificante é perceber o resultado no dia a dia do ser humano”, afirmou.

Debson de Lima



“Às vezes estamos sem orientação e não sabemos como resolver determinadas situações do cotidiano. Uma parte que chamou minha atenção foi quando o ministrante aborda à questão do eu interior. Devemos ver e ser o que somos, e não o que outros pensam que somos. Nós devemos ter atitudes e seguir o nosso próprio caminho, independente da opinião do próximo”, pontuou o contador Debson de Lima.




Tiago Keiler
Participante do curso, o empresário Tiago Keiler de Sousa disse que se trata de uma importante motivação pela busca do sucesso pessoal e profissional. “Gostei do tema abordado, é uma reflexão que nos possibilita analisar nossa atuação enquanto ser social, sair do comodismo e quais caminhos percorrer. Através do curso, você sai dessa zona de conforto e escassez para uma vida de abundância. Eu recomendo, porque depois de participar, pode ter certeza de que você não continuará com a mesma visão de mundo”, confirmou.

Essa edição especial do curso ‘O Poder da Ação’ foi ministrada gratuitamente na Ascap. Para ficar por dentro dos cursos e atividades da associação, os interessados podem ir até à Av. José Francisco de Queiroz, 614, Nova Santa Cruz, ou entrar em contato pelo telefone (81) 3731-2818 - WhatsApp: (81) 9 9371-0433.
 

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Descubra a importância do polo têxtil do Nordeste para o Brasil!




Praias exuberantes, cultura marcante, artesanato apreciado, culinária saborosa e um campo fértil para a indústria têxtil. Sim, muitos desconhecem a importância do polo têxtil do Nordeste para a economia brasileira e, por isso, resolvemos produzir um post sobre o tema.

A indústria da moda é uma das mais dinâmicas e produtivas do mundo. No Brasil, o polo têxtil da região do Agreste — composto por mais de 50 municípios, como Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe — vem alavancando a produção brasileira, revelando mais um potencial da região.

A seguir, você conhecerá melhor a indústria têxtil do Nordeste, a sua importância, os desafios e expectativas para os próximos anos. Sendo assim, trata-se de um conteúdo fundamental para todo empresário do ramo.

Acompanhe!

O polo têxtil do Agreste: um potencial ainda pouco conhecido

Existe um ditado que afirma que aquilo que não é visto não é lembrado. O que ele pretender dizer é que para ficar conhecido, é preciso investir em divulgação. Talvez por isso, o polo têxtil do Agreste ainda não seja conhecido por muitas pessoas, o que não significa que ele não exista.

Ao contrário, caminhando distante dos holofotes, ele vem crescendo e se fortalecendo como uma das regiões mais produtivas e importantes para o setor de moda do país. Aliás, o Moda Center de Santa Cruz do Capibaribe, inaugurado em 2006, é o maior shopping atacadista de confecções da América Latina.

E ele não é o único. Existem, pelo menos, mais seis espaços destinados à comercialização de produtos provenientes da produção têxtil, que emprega mais de 200 mil pessoas na região.

Por isso, é possível afirmar que o polo do Nordeste tem um potencial pouco conhecido, mas ganha força a cada dia, impulsionando a produção brasileira e gerando bons lucros para a região e para o país.

A importância do polo têxtil do Nordeste

O Brasil é um país com uma grande extensão territorial e uma forte indústria têxtil. O polo do Nordeste é um dos principais do país, gerando empregos e contribuindo para o desenvolvimento do mercado local, regional e nacional.

Atualmente, essa região é voltada para a produção têxtil. Muitas pessoas dependem, de forma direta ou indireta, dessas indústrias e, em alguns municípios, a dedicação ao setor é praticamente exclusiva — o que é muito positivo para o país.

Mas o que a torna tão importante? Um de seus grandes diferenciais é a produção pulverizada. Ao contrário de outras regiões do país, no polo do Agreste, a produção não é concentrada nas mãos de uma grande empresa ou cidade. Ao contrário, vários produtores e pessoas se dedicam à confecção.

Tudo isso revela um fator social muito importante. A riqueza é diluída e contribui para a redução das desigualdades econômicas e sociais na região, o que também favorece o desenvolvimento do país como um todo.

Os desafios do setor na região Nordeste

Mesmo com tamanha relevância, não há como ignorar que existem alguns desafios a serem superados. A questão da competitividade é um dos obstáculos que mais chamam a atenção, principalmente quando avaliamos o cenário mundial.

Em regra, a indústria brasileira ainda tem uma baixa produtividade e isso prejudica a nossa competitividade perante os concorrentes internacionais. Entender que não disputamos mercado com o município vizinho, mas sim com o mundo é uma dificuldade nessa região.

A sustentabilidade é outro desafio importante. A indústria têxtil, por si só, já é poluente. Porém, o que percebemos é que em algumas áreas, como a lavanderia, ainda utilizam técnicas defasadas e não aplicam as tecnologias disponíveis no mercado. Do mesmo modo, o descarte do resíduo da costura ainda não é o adequado.

Por último, é preciso enfatizar a questão social, em especial o ambiente de trabalho ofertado aos profissionais. Mesmo com os avanços e esforços, as condições ergonômicas e as relações trabalhistas não são as mais indicadas.

As expectativas para os próximos anos

O Brasil ainda está se recuperando de uma crise, mas é fato que as expectativas para a indústria têxtil no polo do Nordeste são animadoras. No entanto, será necessário uma mudança de comportamento das indústrias ali instaladas.

Com uma mudança acentuada no perfil do consumidor — mais exigente e antenado às novidades —, é preciso se esforçar para modificar o modo de se comunicar e atender às necessidades desse público.

O polo do Nordeste ainda trabalha de forma reativa, isto é, espera o contato do consumidor. Já se sabe que essa estratégia não é eficiente e precisa ser superada. O consumidor contemporâneo busca mais. Ele quer dinamismo e deseja ter a opção de realizar as suas compras online e receber um produto com qualidade sem sair de casa.

Por esse motivo, a tendência é que o mercado se modernize para atender a essa demanda. Como as pessoas estão consumindo de uma maneira diferente, as indústrias devem inovar e oferecer uma experiência de compra mais enriquecedora.

Quebra de paradigmas: o polo do Nordeste ficará mais conhecido

Além dessa mudança no modo de atuar da indústria têxtil nordestina, podemos afirmar que os próximos anos revelarão todo o potencial da região para o país e para o mundo.

É interessante dizer que esse movimento se dará não apenas por curiosidade. Como o mercado nessa região se aperfeiçoará, é natural que os consumidores passem a comprar mais dessas cidades, pois encontrarão a variedade, qualidade e dinamismo que a moda exige.

O polo já atua de maneira diversificada, com produtos de ponta e mais simples. Ao atender diversos públicos e se preocupar com a questão do design e da marca, busca-se agregar valor ao produto, o que certamente contribui para o aumento da rentabilidade do setor.

É essa quebra de paradigmas que impulsionará a produção têxtil no Nordeste e reforçará ainda mais a sua importância para o mercado nacional.

Conforme visto ao longo do post, o polo têxtil do Nordeste é uma força importante para esse setor no país. Apesar de ser pouco conhecido e de ter alguns desafios a serem superados, é fato que investir na região pode trazer bons lucros para os empresários do ramo.

Estar atento às tendências e observar os potenciais regionais de um país tão extenso e com tanta mão de obra e criatividade disponível é uma atitude inteligente. Em resumo, aproveitar essas oportunidades é o que faz um negócio crescer.

Se interessou pelo polo têxtil nordestino? Quer saber mais sobre a região? Entre em contato conosco!

Fonte: Febratex Group

Bem-vindo à 4ª Revolução Industrial-Setor Têxtil


Assim como na primeira grande transformação dos meios de produção, o setor têxtil está novamente atuando como protagonista nesta 4ª Revolução Industrial.


O futuro já chegou à indústria da moda. A forma de fazer e de consumir moda vem passando por diversas transformações e a movimentação para pôr em prática os processos de criação e produção da roupa que vamos ver nas ruas daqui a poucos anos está a todo vapor. Bem-vindo, portanto, à 4ª Revolução Industrial.

Assim como na primeira grande transformação dos meios de produção, que resultou na Revolução Industrial no século XVIII na Inglaterra, o setor têxtil está novamente atuando como protagonista nesta 4ª Revolução Industrial que está diante de nossos olhos. A primeira planta piloto de Confecção 4.0 foi criada no Brasil no ano passado e desde então vem funcionando como uma escola modelo para que empresários, executivos, designers e demais representantes das cadeias têxtil, de confecção e moda conheçam as novas tecnologias que vão transformar os processos de manufatura, com inovação e interação entre a automação e a “internet das coisas”. A conectividade é a chave para toda essa transformação.

 A movimentação que vem ocorrendo internacionalmente é extremamente veloz. Hoje temos em pesquisa avançada a reciclagem de materiais para transformação em fibras têxteis, por exemplo, além da "Wearable Technology" - ou “Tecnologia Vestível” –, em que a tendência são roupas e acessórios confeccionados com tecidos e materiais inteligentes, capazes de captar a energia solar e cinética para alimentar os wearables instalados na trama do material. E como é possível produzir isso tudo? IoT (Internet of Things) – ou Internet das Coisas – é a resposta. Máquinas, sistemas e produto final totalmente conectados de acordo com a necessidade de cada consumidor. A forma de consumir roupa está mudando e o cliente quer, cada dia mais, produtos personalizados, exclusivos, que atendam às suas necessidades específicas. Seja uma blusa que muda de cor ao toque de um botão ou uma que monitore a pressão arterial, ou até mesmo uma calça na qual a trama do tecido tenha sensores que monitoram e auxiliam os exercícios físicos, como um personal trainer de inteligência artificial.

Tenho rodado continentes e fico satisfeito em constatar que caminhamos lado a lado com o que há de melhor no mundo em termos de Indústria 4.0. As empresas brasileiras estão percebendo a necessidade de absorver as novidades. O empresariado têxtil já se movimenta para acompanhar essa transformação e não perder o bonde da história. Atualmente, mais de 40 CEOs e executivos de indústrias têxteis e de confecção de todo o país estão unidos para elaborar os primeiros projetos brasileiros em Confecção 4.0 por meio do MBI em Industria 4.0 promovido pelo SENAI CETIQT, instituição do Rio de Janeiro que é referência em tecnologia, consultoria e formação de mão de obra para o setor têxtil.

O caminho é longo, mas já começou com ações pontuais em todo o mundo. Porém a implantação de todo o processo, aos moldes da Confecção 4.0, deve acontecer nos próximos anos. Alemanha e Estados Unidos, que são os precursores, também não estão prontos ainda. Mas no Brasil o tiro de largada já foi dado. E estamos começando da forma certa. É preciso automatizar nossas fábricas para produzirmos dentro de processos mais sustentáveis, com menos perdas e geração de resíduos, maiores garantias de qualidade e valor agregado ao produto final.

A indústria têxtil e da moda está unida, dividindo aprendizado, buscando a troca de informações conjuntas, com garra para fortalecer a cadeia como um todo, a fim de tornar realidade também no Brasil este novo ciclo produtivo, a 4ª revolução industrial. O sonho está se materializando. Começamos a dar corpo a uma comunidade empresarial que pode construir na prática a fábrica do futuro. Para isso estamos unindo várias competências. Essa é a hora de repensar, reformular, adequar – e, por que não dizer, superar e surpreender – na descoberta de fontes, tecnologias e novas formas de atuar e produzir. É o futuro que começa a se transformar em presente; uma grande oportunidade para se desenhar o novo parque fabril brasileiro.

Robson Wanka — Gerente de Educação do SENAI CETIQT; formado em Engenharia Industrial Elétrica, com mestrado em Metrologia Científica e Industrial. Possui 20 anos de experiência em empresas multinacionais e nacionais de grande porte dos segmentos de tecnologia, infraestrutura, energia, educação e consultoria. Coordenou o projeto de implantação no SENAI CETIQT da primeira Planta Industrial de Confecção 4.0 do Brasil.

Fonte: Textile Industry