quinta-feira, 16 de março de 2017

Onde Costurar a Etiqueta

Constata-se que a indústria da confecção não escolhe a maneira correta onde fixar a etiqueta, na medida em que na grande maioria das vezes, essas incomodam o usuário, seja pinicando o corpo, ou raspando na pele devido a costura ser com linha sintética.

Muitas confecções possuem duas ou mais etiquetas costuradas uma sobre a outra.      

O Inmetro obriga a fixação da etiqueta de forma que resistam ao uso até o fim do aproveitamento da confecção, o que vem a acarretar esses incômodos.
Ocorre que o local da escolha dessa fixação, assim como a linha com qual é costurada acarretam desconforto ao usuário, que se obriga a retirá-la muitas vezes antes de ser utilizada.  
      
Nada pior do que ter uma etiqueta raspando no pescoço ou nas costelas.
Uma dica seria fixar a etiqueta de forma que o consumidor possa de imediato retirá-la sem que venha a danificar a costura.

A imposição do Inmetro determina que a etiqueta deva ser bem fixada na confecção, mas não impõe que não possa ser retirada pelo consumidor.

No meu entender, uma parcela ínfima dos consumidores lê o que está escrito na etiqueta, servindo apenas como mais uma fonte de arrecadação em multas, para quem não segue à risca a legislação metrológica.

Eu retiro todas as etiquetas de minhas confecções.

Fonte: Textile Industry


terça-feira, 7 de março de 2017

Como o Banco de Tecido ganha dinheiro e preserva o meio ambiente eliminando o desperdício na cadeia têxtil

(foto: Tiago Drummond)

Criado por Luciana Bueno, o negócio começou para ajudar modelistas que precisavam de variedade de tecidos em pequena escala. Agora, se prepara para atender demandas de grandes empresas.

Quando decidiu mudar seu escritório de endereço, depois de 25 anos de carreira, a cenógrafa e figurinista Luciana Bueno, 47, se viu com nada menos que 500 quilos de tecido, acumulados ao longo do tempo. O imóvel na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, recém-comprado para abrigar seu ateliê e escritório tornou-se essa espécie de depósito comunitário. Ali, ela teve a ideia de ajudar quem precisasse desse material, oferecendo um espaço de troca entre amigos e profissionais do ramo das artes.

No início, era apenas um jeito de dar uma boa utilidade a metros e metros que haviam sobrado de produções passadas. Logo Luciana percebeu que não era um problema só de quem trabalha com arte e a inconformidade com o desperdício atingia mais gente. Hoje, a ideia cresceu, ganhou nova dimensão e contorno, e ela tornou-se a sócia-fundadora de um negócio social chamado Banco de Tecido, cuja proposta é tão simples quanto inédita: fechar o ciclo entre quem precisa de pequenas metragens de tecidos e quem tem esses cortes sobrando e não vai mais utilizá-los.

Funciona assim: quem se interessa leva o tecido que tem sobrando ao Banco. O material é separado, higienizado e pesado. Depois, convertido em créditos: 10 kg de tecido depositado equivalem a 7,5 kg em créditos que podem ser retirados quando a pessoa quiser, sem prazo para expirar. Esses 25% restantes ficam como comissão do Banco, necessária para gerir o negócio. “O banco é um sistema de circulação de tecido de reúso. Essa é a definição da proposta de valor”, diz Luciana.

Aqueles que precisam retirar mais do que depositaram – ou simplesmente querem comprar sem ter material de troca — podem pagar a diferença, ao preço de 45 reais por quilo. O valor estabelecido é um pouco abaixo da média do mercado. A fundadora fala a respeito dessa escolha:

“O acesso ao material faz parte da sustentabilidade. As coisas têm que ter um valor justo. Se você dificulta o acesso, deixa de gerar abundância e passa a gerar escassez”

De 2012, quando teve a ideia, até janeiro de 2015, quando abriu a loja, passaram-se quase três anos, em que o projeto foi tomando forma, sempre atento a sugestões dos usuários que apareciam com novas demandas. “O Banco de Tecido nasceu da necessidade de um profissional 100% novo”, diz Luciana. Durante mais de um ano, funcionou apenas no boca a boca, totalmente na base de trocas.

Um único “correntista” depositou de uma vez só 20 rolos de tecido no Banco. 75% se tornam créditos de troca, 25% ficam de comissão.

Em 2014, ela percebeu que precisava organizar melhor sua rotina e desacelerar: foi quando fez um registro de marca e, com isso, veio o plano de negócio. Luciana recebeu orientação do Sebrae e contava com a ajuda de uma amiga, sócia na época. A troca de ideias rendeu, por exemplo, os conceitos de algo que já existia, mas que não tinha recebido o devido nome: Economia Criativa e Economia Circular.

Foi aí, em 2015, que a empresa contratou a primeira funcionária, Andressa Burgos, que atende os correntistas do banco. Hoje o Banco tem 1,5 tonelada de tecido no estoque e 250 correntistas cadastrados, entre costureiras, artesãs, pequenas marcas e estudantes de Moda e Artes. Marcas médias que investem na sustentabilidade também fazem parte da cartela de clientes, como a Insecta Shoes, a Panacéia e a marca Flávia Aranha.

Se em Janeiro de 2015 o faturamento do Banco de 600 reais por mês, em setembro deste ano chegou a 6 mil reais, atingindo o break even em fevereiro. Uma escalada ascendente que gera recursos reinvestidos no próprio negócio. Os únicos investimentos feitos, foram se pagando: anúncios em veículos locais, fotos, criação do site, que somaram cerca de 10 mil reais. No começo, não foram necessários outros aportes porque a estrutura era toda do escritório de Luciana, o Lupa.

Hoje, as contas são separadas e a comunicação, no entender da fundadora, ainda é a principal fortaleza do negócio: os mais de 8 mil fãs do Facebook, por exemplo, são o que fazem o negócio continuar girando enquanto a empresa se prepara para o seguinte passo.

À MARGEM DA VELHA INDÚSTRIA, À FRENTE DA NOVA ECONOMIA

A forma de produção das tecelagens hoje em dia, conta Luciana, obriga donos de confecção a comprar muito mais material do que precisam, pois existe uma quantidade mínima para venda. As marcas cedem, pois precisam de certa exclusividade do material. Isso faz com que toneladas de tecidos sejam desperdiçadas e os gastos com as sobras sejam embutidos no valor final. O resultado são preços inviáveis em produtos de marcas de médio porte no Brasil. Luciana fala:

“O modelo de negócio industrial que existe hoje só é viável para muito poucos. Por muito tempo, ele foi apresentado como se fosse o único, mas não é”
Ela prossegue: “O mundo está revendo todos os seus modelos de negócio, de cabo a rabo. E agora a bola da vez é a moda”. O Banco trabalha basicamente com sobras de confecções e ateliês. Nesse meio, é importante diferenciar sobra de resíduo. Luciana não trabalha com resíduo (ou seja, tudo aquilo que não gera mais costura), mas aceita retalhos, cortes (a partir de 1,20 metro) e sobras de roupa (acima de 10 metros).

A maioria dos “correntistas” que procuram o Banco já têm essa nova visão de cadeia da moda: muita gente de upcycling, há quem venda peças únicas, pessoas que só comercializam via Instagram. Para se ter uma dimensão da quantidade de material disponível, apenas um ateliê na Vila Madalena depositou, de uma só vez, 20 rolos de tecido.
A idéia é que, no futuro próximo, o Banco de Tecidos torne-se uma plataforma online — eliminando a necessidade do estoque físico, como há hoje. Com isso, o estoque não será feito pelo banco, e cada pessoa divulga a quantidade de material que tem sobrando. Isso permitirá, por exemplo, atender a demandas maiores, de grandes empresas, e inclusive demandas internacionais. “Estamos sempre abertos às necessidades do usuário”, conta Luciana, que vê este um ano e meio como um período de validação, com reajustes de rota sempre que necessário.

Atualmente, a empresa passa por duas acelerações: da Apex-Brasil e ICV Global, com finalidade de internacionalização, em meio a 40 empresas sustentáveis do Brasil, e na aceleração da Social Good, que incentiva soluções digitais para iniciativas sociais. O Banco de Tecidos foi eleito uma das 10 empresas mais inovadoras na área têxtil segundo a C&A Foundation e a Ashoka, dentre iniciativas de 55 países. Junto com Alinha e o Retalhar, foi uma das três iniciativas brasileiras premiadas em uma conferência na Dinamarca de 300 projetos inscritos no mundo. É também um dos 12 selecionados para o Guia de Sustentabilidade da Faculdade Getúlio Vargas.

O modelo de negócio é, aliás, um grande destaque no meio de sustentabilidade. “Muita gente chegou até o Banco no ano passado e aí que eu entendi que as pessoas estão mesmo procurando isso. Há uma rede de pessoas muito preocupadas, na moda, e que têm voz agora por conta, por exemplo, do escândalo que foi o desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, onde funcionavam fábricas de roupas fast fashion. Depois daquilo, tudo mudou. Pessoas que estavam quietinhas, achando aquilo tudo um absurdo, ganharam voz. Então essa rede começou a vir à tona”, conta ela.

COMO É QUEBRAR PARADIGMAS AOS 47 ANOS

Luciana conta que quando chegava aos eventos de aceleração ou encontros de startups achava que ia ser a mais velha da turma. Engano seu. No hackaton focado em sustentabilidade realizado pela Fiesp, no ano passado, encontrou gente de todas as idades e um ambiente de trocas rico, que a seu ver foi a melhor surpresa. Ela tinha uma proposta, mas não tinha um grupo de trabalho. Encontrou o que precisava: um grupo de jovens da Ticket, sem um projeto. Saiu de lá com o protótipo da plataforma para o Banco de Tecidos e com orçamento feito. O desafio agora era conseguir montar uma equipe e dinheiro para botar em funcionamento.

De cenógrafa a empreendedora social, Luciana mira o futuro. 
Luciana gosta de falar, é boa comunicadora. Tanto que consegue associar os conceitos de empreendedorismo às técnicas do teatro: “Muitas coisas que hoje em dia se aprende nas faculdades, a gente já usava no teatro. Canvas, Jornada do Herói. A gente fazia isso direto na produção”. Formada em design gráfico pela FAAP, ela trabalhava com produção de eventos desde jovem, junto com a tia publicitária. Aos 27, assumiu a cenografia como profissão, fez MTV, teatro, comerciais, séries, musicais. Trabalhou com grandes nomes do teatro, como Antunes Filho, J.C. Serroni, Gerald Thomas.

O negócio social que tem hoje, nascido da evolução de uma iniciativa despretensiosa, veio como um resgate num momento de crise nos meios em que ela atuava. “Estávamos terminando uma peça em cima de um livro do Milton Santos, sobre globalização e neoliberalismo. Saí desses oito meses de processo deprimida. Sentei com uns amigos, todos na casa dos 40 anos, pensando que o mundo ia afundar, que não tinha saída. Mas a última frase era otimista! Dizia que não tinha como ficar pior, as coisas iam melhorar. Logo depois, começaram todas as manifestações da era digital. Isso foi há sete anos”, conta, e prossegue:
“Hoje, entendo e vejo que há lugar para todo mundo no mercado. Há dez anos não dava para ver esse lugar”

Ela continua se dedicando, ainda que bem menos, à produção cenográfica, mas divide as 24 horas do dia com aulas de Direção de Arte na Academia Internacional de Cinema, com os dois filhos gêmeos de 10 anos, e, claro, com o Banco de Tecido, ao qual dedica 50% do tempo. Isso dá cerca de 16 horas de trabalho por dia, sobra pouco tempo para dormir, mas ela está onde queria. “Não sei se teria andando tanto com o Banco se ele não tivesse sido tão reconhecido. Acredito nele, mas também porque as pessoas acreditam”, afirma.

Hoje, ela conta com a parceria de Mateus Piveta, que faz o marketing, e duas amigas, Luciana Arruda e Marcella Starling, de um escritório de advocacia, que cuidam dos contratos jurídicos e direitos de imagem. A intenção é que eles se tornem sócios efetivos e, juntos, façam o projeto crescer.

O DILEMA DE CRESCER OU CRESCER

A demanda de grandes empresas existe, mas o Banco ainda não tem estrutura para atendê-las — é nisso que estão trabalhando. Usam as métricas e o conhecimento fornecido pelos programas de aceleração para, até maio do ano que vem, se estruturarem para entender o tamanho do desafio e poderem, a partir disso, buscar investimento. Em paralelo, já existem 12 pedidos de abertura de lojas do Banco de Tecido pelo Brasil, acumulados desde 2015.

“Ou estruturo e coloco mais dinheiro para o negócio crescer, ou ele está dando mais trabalho do que retorno e não vai valer mais a pena”, diz Luciana. “Tenho dúvidas se é um investimento bancário a melhor modalidade para nós. Ao mesmo tempo, existem vários tipos hoje: Mas quando falamos sobre isso, vimos que o negócio não estava estruturado sequer para receber esse dinheiro.” Ela conta que, em 2017, quer efetivamente começar a buscar recursos externos. “Não sei qual a melhor forma de investimento para o projeto. Na minha cabeça, seria uma junção de várias, para cada área do negócio”, diz. Tipo um banco de retalhos? Talvez. Por que não?

DRAFT CARD

Projeto: Banco de Tecido

O que faz: troca e comercialização de tecido de reuso

Sócio(s): Luciana Bueno

Funcionários: 4 (incluindo a sócia)

Sede: São Paulo

Início das atividades: 2014

Investimento inicial: R$ 10.000

Faturamento: R$ 5.000 mensais em média

Contato: bancodetecido@lupa.art.br e (11) 4371-3283


Fonte: Projeto Draft

segunda-feira, 6 de março de 2017



6 calças de academia para usar o dia inteiro


Nesse ritmo fitness que está cada vez mais presente nas nossas vidas, nos preocupamos com alimentação saudável, em praticar exercícios diários e etc. E muitas vezes não conseguimos ir para a academia ou para o nosso treino, e depois nos arrumarmos novamente para a faculdade ou para o trabalho, tudo é tão corrido! Assim, acabamos optando por looks mais práticos, onde conseguimos reaproveitar uma ou mais peças do look da academia, para o look da reunião com o chefe, não é?

Temos que admitir que essa missão não é muito fácil! Como ficar elegante com peças mais sport? Por isso selecionamos várias inspirações pra você que se vê nesse sufoco todos os dias! Vem que a gente te mostra como sair da academia, mas a academia não sair de você!

LEGGING BRANCA

Essa é uma peça clássica que a gente vem desfilando por aí já há bastante tempo... Hoje trouxemos exemplos de como usar essa peça de forma elegante.


LEGGING METALIZADA

Se tem uma tendência que veio para ficar, ela é a dos metalizados! E nós, particularmente, adoramos! Super versátil e com uma pegada mais sexy e despojada, dá para usar em várias ocasiões! 

SHORT GYM

Pros dias mais quentes uma boa opção é um short com cara mais sport! Combinado com um blazer mais clássico e um scarpin, fica super fashion!

CALÇA JOGGER

A queridinha das fashion girls: a Calça Jogger está ganhando cada vez mais espaço no nosso guarda-roupa! Olha como dá para ousar muito com ela!

LEGGING TRADICIONAL

Essa peça dispensa qualquer comentário, né? Vai bem com absolutamente tudo! É só experimentar!

TRACK PANT

Essa calça, pra quem não sabe, é aquele modelo mais larguinho, geralmente acompanhada de listras na lateral, para remeter exatamente ao esporte! As fashionistas usam muito! Dá um ar de sport chic! 

Fonte: Modait




domingo, 5 de março de 2017

No Brasil, Reciclagem e troca de roupas ditam tendência


As mudanças na forma de consumir desembarcaram no Brasil, com iniciativas para facilitar a vida de quem precisa consertar um aparelho ou projetos de upcycling, que reutilizam sobras, resíduos e produtos inutilizados para criar novas peças.

Uma das que tentam mudar o modo de fazer moda é Gabriela Mazepa, fundadora do Re-Roupa, que mistura loja com oficinas e palestras de upcycling, e tem um lado social, ao empregar costureiras de comunidades de baixa renda.
A criação no upcycling, conta a estilista, é um desafio a mais. Isso porque os tecidos usados são retalhos que fábricas e confecções jogariam no lixo:

— Não posso definir que vou fazer uma coleção toda amarela, por exemplo, porque não escolho os tecidos que vou pegar. É um processo criativo muito intenso, porque você não sabe o que vai aparecer.

E a ideia de não comprar à toa vai além das roupas, segundo Gabriela, que diz procurar quem conserte seus aparelhos quando eles quebram:

— Meu pai é engenheiro e consertava as coisas na nossa casa. Para mim, isso é natural, sempre que posso, tento estender a vida das coisas. Mas não sou radical, se for preciso, compro.

O upcycling virou curso do IED, na Urca. E, em breve, voltará a ser tema de aulas, mas com foco na aplicação da técnica ao design, transformando um objeto em outro, conta Fabio Palma, diretor do IED do Rio.

— A economia hoje é linear: produzida num canto, vendida em outro e consumida na ponta. No upcycling, você fecha um ciclo, usa matéria-prima que era descarte e volta a ser matéria-prima. — diz Palma. — A economia circular é mais sustentável e respeitosa ao meio ambiente.

Fruto do Re-Roupa, o Roupa Livre mistura eventos de troca de roupas, produção de conteúdo, um site que mapeia iniciativas de consumo consciente e um aplicativo para celular em fase de gestação, mas que promete promover essa forma de olhar para as coisas. Para Mari Pelli, fundadora do Roupa Livre, a troca de peças já era feita dentro das famílias, mas ganhou nova cara:

— O que anos atrás não parecia interessante, hoje chega a ser uma alternativa viável para substituir a necessidade de compra. Não compro nada novo há três anos. Só renovo meu guarda-roupa com troca, reforma, transformação, consertos e roupas de segunda mão.

Uber dos consertos

E para ajudar quem acredita que o que quebrou deve ser consertado e não trocado, surgiu o Consertaê — um “Uber” dos reparos. O site cadastra técnicos, checando antes habilidades, referências e antecedentes criminais. Do outro lado, o cliente agenda o atendimento, preenchendo um formulário no site, no qual indica o problema e o melhor dia e horário para o serviço — que pode ser pago com cartão de crédito.

— Com a crise, o número de pessoas que preferem consertar aumentou bastante. Porém, acho que, mesmo após o Brasil se recuperar, o comportamento continuará — diz Marcílio Quintino, fundador do Consertaê.

Uma das usuárias da plataforma é a empresária Jessica Paula, que procurou um técnico para reparar seu celular:

— Poder consertar é uma opção melhor que comprar outro.

Outra iniciativa que recicla dando novo valor ao produto é a Retalhar. Ela tem parceria com 20 empresas e transforma resíduos têxteis, como uniformes antigos, em brindes, cobertores para doação ou mantas acústicas, usadas em construção. A prática é vantajosa para o meio ambiente e para empresas, que garantem o descarte correto dos uniformes.

Fonte: Revista Pegn


sábado, 4 de março de 2017

Verde é a cor de 2017. Mas e na Lingerie?


Tons que inspirem uma vida mais calma e que reflitam a vontade do contato com a natureza são as principais escolhas da Pantone para 2017. Entre eles, destaca-se o Greenery: uma nuance de verde natural, encontrado principalmente nas folhagens.



Apesar de incomum no segmento de moda íntima, trata-se de uma cor que combina sim muito bem com a lingerie. Eleja principalmente designs glamourosos, com o uso de tecidos como cetim ou renda.

Dá também para apostar em variações da nuance, como verdes mais escuros para a temporada de inverno.


Para detalhes como alças e/ou aplicações, a cor combina muito bem com o preto e com o off-white (ou até o rosa, quando mais vibrante). Já nas modelagens, opte pelas mais sensuais, com strappy, cinta-liga e até perfume vintage com calcinha e tops maiores.

Fonte: Alllingerie


sexta-feira, 3 de março de 2017

Para o setor têxtil, menos impostos é igual a mais emprego

A Abit, que representa os fabricantes de vestuário, pede uma Reforma Tributária que barateie a mão de obra, que chega a representar até 60% dos custos da confecção de roupas,

O setor têxtil está entre os maiores empregadores da indústria. São 1,5 milhão de postos de trabalho diretos e outros 8 milhões de indiretos gerados ao longo da sua cadeia. E as contratações só não são maiores porque oferecer emprego no Brasil custa caro.

Em média, 30% dos custos de produção das confecções são gerados pela mão de obra, mas podem chegar a 60% em alguns segmentos -como o de moda íntima feminina.

É sempre difícil entender como em um país com 12,9 milhões de desempregados, as contratações sejam desestimuladas devido aos enormes encargos.

Desonerar o custo do trabalhador é um dos principais pleitos do setor têxtil, algo que não depende necessariamente de uma Reforma Trabalhista, e poderia virar realidade por meio de mudanças no sistema tributário.


Para Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), um caminho viável seria permitir que a mão de obra gerasse créditos de Pis/Cofins, medida que beneficiaria aqueles setores que têm mais encargos sobre a folha de pessoal por empregar mais.

Esse tema é discutido no âmbito de uma proposta de unificação dos regimes de Pis/Cofins, em estudo desde o governo Dilma, que seria um primeiro passo de uma Reforma Tributária mais ampla.

Hoje esses dois tributos podem ser recolhidos pelo regime cumulativo, que possui alíquota conjunta de 3%, mas não permite crédito.

Ou mesmo pelo regime não cumulativo, com alíquota maior, de 9,25%, porém, permitindo às empresas se creditarem com base na incidência dos impostos ao longo da cadeia.

A proposta em estudo coloca todas as empresas, sejam elas do Lucro Real ou do Presumido, no regime não cumulativo, sujeitas assim a uma alíquota maior, mas podendo se creditar. Em geral, o crédito é gerado na aquisição de insumos.

Mão de obra não gera o benefício. Ou seja, para que o pleito da indústria têxtil seja atendido, essa limitação para a concessão dos créditos teria de mudar.

Essa é uma demanda geral das empresas que possuem grandes gastos com a folha de pessoal, como as do setor de serviços, mas ainda não há consenso.

REDUÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA

Outra providência pleiteada pelo setor têxtil é criação de um regime diferenciado para as empresas de confecção, algo que iria além do Simples Nacional.

A Abit desenhou em 2014 uma proposta chamada Regime Tributário Competitivo para Confecção (RTCC), ideia reapresentada ao governo Temer.

Trata-se de um conjunto de medidas que busca simplificar e desonerar a produção de confecções de vestuários, tendo como objetivo reduzir a carga tributária desse segmento dos atuais 17% para 5%.

Entre as ações consta a possibilidade de as companhias que adquirem mercadorias de micro e pequenas confecções usarem, integralmente, os créditos de ICMS

Esse é um problema do Simples Nacional, segundo Pimentel. “Poucas empresas compram das pequenas confecções porque o Simples não permite gerar crédito do ICMS de maneira integral. Isso nós queremos mudar com o RTCC, porque o setor têxtil é muito dependente das pequenas empresas”, diz o presidente da Abit.

De maneira geral, o RTCC envolve a simplificação e a redução das alíquotas do IPI, Imposto de Renda, Pis/Cofins, CSLL e da contribuição patronal à previdência.

“É algo que vai na linha do Simples, mas para setores que usam muita mão de obra. O Simples melhorou com a ampliação dos limites para enquadramento e com as mudanças nas tabelas, mas temos ainda o problema de geração de crédito”, diz Pimentel

O presidente da Abit também diz apoiar uma Reforma Tributária mais ampla, desde que caminhe na direção de um Imposto sobre valor Agregado (IVA). Essa é uma proposta que ganhou força no âmbito do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, formado por empresários e demais representantes da sociedade civil. Também faz parte de uma proposta de Reforma Tributária que tramita na Câmara do Deputados.

O IVA absorveria o ICMS, ISS e o Pis/Cofins. Esse novo imposto seria cobrado uma única vez, na venda, diferentemente de como ocorre hoje, com imposto incidindo ao longo de toda a cadeia produtiva, um efeito cascata no qual um tributo incide sobre outro, encarecendo o produto final. 

“A Reforma precisa simplificar a vida do empresário, para que ele se preocupe apenas em produzir. Hoje o Brasil está disfuncional no campo tributário. Temos muitas obrigações acessórias, que geram burocracias, e legislações confusas e conflitantes”, diz Pimentel.

Ele exemplifica com o ICMS, que tem legislações diferenciadas de estado para estado, o que exige das empresas tempo e recursos para o cumprimento de todas as obrigações. “Não acho que seja necessário recriar o Ministério da Desburocratização (durante o governo Geisel), mas seria valioso se todos os dias o governo baixasse um ato de simplificação”, afirma o presidente da Abit.

REINTEGRA

Outra demanda dos empresários do setor têxtil no campo tributário é a ampliação dos créditos do Reintegra, um regime especial que devolve, parcial ou integralmente, resíduos tributários gerados na cadeia de produção de itens voltados à exportação. 

Hoje, o crédito tributário devolvido pelo regime é de 2% das receitas de exportação. Para Pimentel, o crédito justo deveria ser entre 5% a 7%. Ele vê o Reintegra como sendo uma ferramenta para o exportador mais importante do que o câmbio. 

Em 2016, as exportações do setor têxtil caíram 3,7%, para 199 mil toneladas, o que gerou um déficit na balança setorial de US$ 3,2 bilhões.

O faturamento do setor têxtil e de confecção no ano passado foi de R$ 129 bilhões, valor 1,5% menor que o de 2015 (R$ 131 bilhões). E o investimento em máquinas e equipamentos foi de R$ 1,67 bilhão, 25,5% a menos do que em 2015, quando o investimento chegou a R$ 2,24 bilhões.

Renato Carbonari Ibelli

Fonte: Diário do Comércio - SP


domingo, 26 de fevereiro de 2017

Brasil poderá importar até 75 mil toneladas de algodão com tarifa zero


A medida excepcional, que contou com o apoio da Abrapa, visa a proteger a indústria têxtil e de confecções de um eventual desabastecimento pela quebra de safra em 2015/16.

Se o despacho favorável do Comitê Executivo de Gestão (Gecex), na semana passada, for validado pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), 75 mil toneladas de algodão poderão entrar no Brasil livres da taxação de 6% da Tarifa Externa Comum (TEC) até o mês de julho de 2017.

A medida atende ao pedido da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), protocolado via Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e seus Derivados, do Ministério da Agricultura, que é presidida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). A princípio, a Abit propôs a tarifação zero para uma cota de 100 mil toneladas da fibra, que terminou estabelecida em 75 mil toneladas, após negociação com os produtores. A importação visa a evitar um eventual déficit de matéria prima na indústria nacional, após a quebra de safra ocorrida em 2015/16.

De acordo com o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, a Associação trabalha em sintonia com a Abit e é sempre consultada nessas ocasiões tanto pela indústria, quanto pelo governo. “Se a indústria não precisar importar, toda a demanda será atendida internamente, mesmo com a tarifa zero. Se a escassez se confirmar, será importado apenas o necessário para tocar a produção, até a entrada da próxima safra nacional.

A nós, produtores, interessa que o setor industrial têxtil e de confecções brasileiro se viabilize, pois ele é crucial para a economia do País e é o destino de 40% de todo o nosso algodão”, afirmou o presidente.

Fonte: Noticias Agricolas


sábado, 25 de fevereiro de 2017

Camiseta – a peça mais democrática da moda



A camiseta surgiu em Roma. Era usada como roupa íntima, feita em linho e sempre na cor branca. Era usada sempre por baixo das roupas ricas em bordados e pedrarias.

As camisetas de malha surgiram por volta de 1900, eram usadas pelos exércitos europeu e americano. Primeiramente eram tingidas com café para obter o efeito de camuflagem. E posteriormente surgiram as camisetas verdes.


Mas somente em 1938 o galã Clark Gable, numa cena do filme “Aconteceu naquela noite”, abriu a camisa e mostrou o corpo nú, desvinculando definitivamente a peça da ideia de roupa íntima.

Em 1948, pela primeira vez a camiseta foi usada em uma campanha política pelo candidato à presidência dos Estados Unidos Thomas E. Dewey.


Mas o que chamo de lado democrático da camiseta surgiu na década de 1960, quando ela passou a ser usada por diversos grupos políticos, hippies, punks, e trazer mensagens sobre preconceito, sobre projetos sociais, logotipos de bandas e estampas de ideias e pensamentos, com diversas modelagens. Eram usadas/criadas por marcas de grife ou populares.


Uma peça que não tem idade, gênero, gosto, tamanho ou modelagem padrão e pode ser customizada do jeito que sua imaginação permitir, a peça mais democrática da moda, não deixe de fora da sua coleção.

Fonte: Audaces

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Cor e estampa dos tecidos – Qualidade



A cor e estampa dos tecidos são as características mais dominantes na tendência da moda. A cada estação as cores da moda emergem espontaneamente ou são influenciadas pelos grandes designers. Entretanto, a maioria dos varejistas de massa segue as previsões de estilo e cor das grandes agências de codificação de tendências.

Atualmente, as novas tecnologias oferecem uma revolução nos tecidos estampados. Em vez de modelos com padronagem contínua, podem ser realizadas estampas sem repetição e em diferentes escalas, oferecendo, assim, novos conceitos, nos quais a estamparia é uma parte importante do vestuário.

Qualidade do tecido

Novas tecnologias também aumentaram a variedade de tecidos disponível para os designers. As qualidades estéticas de um tecido costumam ser a inspiração que inicia o processo de criação. Entretanto, ao criar uma nova forma, o designer precisa considerar cinco características cruciais do tecido que podem tornar a peça um sucesso ou um fracasso: peso, espessura, corte, caimento e elasticidade.

Embora grandes empresas tenham testado procedimentos que podem determinar medidas técnicas, o designer geralmente precisa ser capaz de avaliar o tecido rapidamente e estimar suas características, visualizando, portanto, seu efeito final.

Forma

Apesar de reconhecer o papel crucial que a escolha de tecido desempenha na construção do vestuário, o seu sucesso depende de uma modelagem qualificada. A disseminação dos tecidos com elastano no mercado de massa resultou em uma expansão das técnicas da modelagem sem pences, as quais dependem da flexibilidade do tecido para criar a forma do corpo.

Tecidos com elastano também podem ser utilizados na modelagem com pences para proporcionar diferentes efeitos. O corte no viés valoriza o caimento dos tecidos e o uso de camadas pode afetar o peso e a espessura do modelo. A modelagem com pences de peças justas em tecidos sem transparência ou caimento, como sedas firmes, exige uma grande habilidade.

Linha

A interpretação de linha e corte é a parte mais complexa do trabalho do designer. Assim que uma forma de moda é estabelecida, as variações de corte passam a ser infinitas. Os designers precisam utilizar suas habilidades na proposição de uma coleção com variedade de tamanhos que traduza a moda mais recente.

Peças pilotos
As peças pilotos são os protótipos produzidos das roupas para que o designer possa conferir e refinar tanto o molde quanto a construção da peça.

Nos estágios iniciais do processo, usa-se um manequim, mas as decisões finais geralmente são tomadas quando um modelo vivo veste a peça. É nesse estágio que as outras grandes decisões são tomadas: cor e estampa, características do tecido, forma e linha.

No momento, há muita discussão na mídia especializada sobre a escolha de modelos extremamente magras para exibir as roupas, que vestem tamanho 6 ou 8 quando, em média, as mulheres usam o tamanho 14.

Por: Francys Peruzzi Saleh
Fonte: Textileindustry



sábado, 18 de fevereiro de 2017

Confira as principais dúvidas sobre o imposto de renda 2017


Ano vai, ano vem, e, como disse Benjamin Franklin (1706 – 1790), “Neste mundo nada pode ser dado como certo, à exceção da morte e dos impostos”. Pois bem: no dia 2 de março, uma quinta-feira, após a quarta-feira de cinzas, será dada a largada para a temporada do Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF 2017, com as informações do ano-calendário 2016.

Pensando em facilitar a vida dos Contadores e contribuintes em geral, o Clube do Contador Certisign traçou alguns dos principais pontos que podem ser fundamentais na hora de preencher o documento mais tenso do ano. Vamos lá:

Confira as 16 principais dúvidas sobre o imposto de renda 2017:

P: Até quando a declaração do IRPF pode ser entregue?

Resposta: Até 28 de abril, às 23 horas, 59 minutos e 59 segundos.

P: O programa gerador da declaração já está disponibilizado no site?

R: O programa gerador do documento será disponibilizado para download no site da Receita Federal no dia 23 de fevereiro, segundo informou o órgão.

P: Há novidades para a declaração deste ano?

R: Sim, a Instrução Normativa nº 1.688, da Receita Federal do Brasil, determinou que, a partir de agora, os contribuintes que desejarem incluir dependentes na declaração do IRPF 2017 devem registrá-lo no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF caso tenham 12 anos ou mais. Até então, a obrigatoriedade era válida somente para dependentes com 14 anos ou mais.

P: Qual o tipo de Certificado Digital

Para a entrega do IRPF é possível utilizar o Certificado e-CNPJ ou e-CPF do tipo A1 (em software ou pelo Celular com o mobileID) ou a3 (Cartão inteligente e Token).

P: Declaração Pré-preenchida

É importante frisar que para usufruir da declaração pré-preenchida é preciso que o Certificado Digital esteja válido, ou seja dentro do prazo de validade.

P: Quais documentos o contribuinte deve reunir para esta prestação de contas?

Cópia da declaração do IRPF 2016;

Os seguintes informes de rendimentos: das fontes pagadoras, do INSS (para quem recebe benefícios previdenciários), de previdência privada, de rendimentos financeiros fornecidos por bancos;

Recibos e carnês de despesas escolares dos dependentes ou do próprio contribuinte, com nome e CNPJ da instituição de ensino;

Recibos de aluguéis pagos ou recebidos em 2016;

Nome e CPF de dependentes maiores de 12 anos;

Nome e CPF de ex-cônjuge e filhos para comprovação de pagamento de pensão alimentícia;

Nome e CNPJ dos beneficiários de pagamentos a hospitais, planos de saúde, clínicas médicas etc;

Nome e CPF dos beneficiários de despesas com saúde, como médicos, dentistas, psicólogos, psiquiatras etc;

Nome e CPF de beneficiários de doações ou heranças, bem como o respectivo valor;

Dados do empregador doméstico com os devidos recolhimentos das contribuições do INSS;

Escrituras ou compromissos de compra e venda de imóveis; documento de compra ou venda de veículos em 2016;

Documento de compra de bens por consórcio;

documentos sobre rescisão trabalhista.

P: E no caso de autônomos?

R: Os profissionais autônomos têm que reunir os seguintes documentos: cópias de recibos e notas fiscais fornecidos a clientes ou pacientes, em caso de autônomos.

P: Quem está obrigado a declarar o IRPF neste ano?

Toda pessoa física que recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.123,91 em 2016 (ainda não foi divulgada a Instrução Normativa com a tabela oficial do Imposto de Renda 2017);

Os contribuintes que obtiveram ganho de capital na alienação de bens ou direitos;

As pessoas que realizaram operações em bolsa de valores, de futuros, de mercadorias e congêneres;

Quem recebeu renda isenta, não tributável ou tributada na fonte, exclusivamente, cuja soma tenha sido maior que R$ 40 mil no ano passado;

Quem teve, em 2016, receita bruta em valor superior a R$ 140.619,55 proveniente de atividade rural;

As pessoas que optaram pela isenção do imposto sobre a renda que incide sobre ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais situados no Brasil;

Contribuintes que passaram a ser residente no Brasil, em qualquer mês do ano passado;

A pessoa que tiver a propriedade ou a posse de bens ou direitos, inclusive terra nua, acima de R$ 300 mil.

P: Quem está isento de cumprir com esta obrigação?

Toda pessoa que: tem renda relativa à aposentadoria, reforma ou pensão;

Recebe menos de R$ 1.903,98 mensais;

Portadores das seguintes doenças graves: Aids, alienação mental, cardiopatia grave, cegueira, contaminação por radiação, osteíte deformante, doença de Parkinson, esclerose múltipla, fibrose cística, epondiloartrose anquilosante, mucoviscidose, hanseníase, nefropatia grave, hepatopatia grave, neoplasia maligna, tuberculose ativa e paralisia irreversível e incapacitante.

P: Caso o contribuinte se enquadre na situação de doença grave, o que deve fazer?

R: Caso esteja na situação de isento, a pessoa deve procurar um serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos municípios para que seja emitido laudo pericial comprovando a doença.

P: Todas as despesas com educação podem ser deduzidas?

R: Não, só são dedutíveis os pagamentos de despesas com educação nas seguintes conjunturas:

Educação infantil (creches e pré-escolas);

Ensino fundamental;

Ensino médio;

Educação superior – graduação e pós-graduação, mestrado, doutorado e especialização;
Ensino técnico e tecnológico.

P: E no que diz respeito às despesas médicas, quais podem ser deduzidas do IR?


R: Podem ser deduzidos, sem limite de valor, todos os gastos médicos, como consultas a médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeuta ocupacional. Além disso, estão inclusas as despesas com planos de saúde, hospitais, exames laboratoriais, serviços radiológicos, próteses ortopédicas e dentárias, aparelhos ortopédicos, compra e colocação de marca-passo, dentaduras, coroas, aparelho dentário e pontes; estabelecimentos geriátricos, entre outros.

P: Essas despesas com saúde só valem para o próprio contribuinte, ou também para os seus dependentes?

R: As despesas com saúde são válidas tanto para o contribuinte quanto para os seus dependentes.

P: O que não é considerado despesa com saúde para o fisco?

Não pode ser deduzido: compra de óculos, lentes de contato, despesas que tenham sidos reembolsadas ou cobertas por apólices de seguro, aparelhos de surdez, planos de saúde pagos no exterior, prótese de silicone.

P: Quem entrega a declaração mais cedo tem algum benefício?

R: Sim. O quanto antes a pessoa entregar o documento, mais cedo ela receberá a restituição, se este não tiver erros nem equívocos.

P: Existe limite de idade para declarar?

R: Não há limitação quanto à idade.

Fonte: Certisign